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Câmara entrega medalha de mérito Antônia Alpaídes em sessão solene

Publicado em Notícias - Homenagens

Sessão solene

A medalha de mérito Antônia Alpaídes foi entregue na última sexta-feira (19) em sessão solene na Câmara de Vereadores de Joinville a 12 homenageados indicados pelas bancadas partidárias. A medalha é entregue, anualmente, em reconhecimento a trabalhos realizados em defesa da população negra.

Em seu discurso representando todos os homenageados, Neila Pereira da Silva falou que “lutar, educar, respeitar e vencer é um lema que deve ser seguido por todos”. Os homenageados com a medalha Antônia Alpaídes neste ano foram:

Simone Messias de Jesus
Indicada da bancada do PSL

A homenageada tinha apenas cinco anos de idade quando foi entregue pela sua mãe para trabalhar no comércio do Estado da Bahia, em troca recebia comida e moradia. Nascida em outubro de 1980, Simone passou anos por várias humilhações, agressões e trabalho forçado sem remuneração. Em 2018 conheceu seu atual marido e veio morar em Joinville, hoje trabalha numa empresa na qual tem todos os seus direitos trabalhistas respeitados, além de muitos amigos e amor à vida.

Claudete Duarte Ribeiro
Indicada pela bancada do Patriota

Residente em Joinville desde 1983, Claudete é graduada em história e psicologia e tem sua vida dedicada à educação. Em 1985 foi educadora no Lar de Meninos João de Paula (Exército da Salvação), experiência de dez anos que a fez refletir sobre as crianças que vivem em orfanatos.

Ideraldo Luiz Marcos
Indicado pela bancada do Pros

Criado no bairro Itaum, despertou a paixão pelo esporte ainda na juventude. Aos 12 anos jogava no time futsal do Pio XII, no Sagrado Coração de Jesus, bairro Bucarein. Aos 15, Ideraldo já era "empresário" do time, organizando agenda de jogos e torneios. Ideraldo trabalhou voluntariamente na Ajidevi entre 1983 e 1986 e fez história, levando o nome de Joinville e de Santa Catarina por todo o país, sendo o único árbitro joinvilense que foi da Confederação Brasileira de Futsal.

Jaidette Farias Klug
Indicada pela bancada do PDT

Nasceu em Florianópolis, em 1964, numa família humilde, mas que priorizava a educação. Graduada em Pedagogia e Economia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Jaidette começou a trabalhar em 1986 na Fundação do Meio Ambiente, hoje Instituto do Meio Ambiente, onde atuou em equipes de avaliação de impacto ambiental, sendo responsável pelas análises socioeconômicas.

Luiz Carlos de Oliveira
Indicado pela bancada do Cidadania

Mais conhecido como "Kakau", apelido recebido carinhosamente do pai, atuou no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt por 38 anos. Seu profissionalismo, sorriso e simpatia eram marcas registradas e alegrava quem mais precisava de ajuda. Kakau esbanjava alegria e disposição no carnaval de rua de Joinville, sendo o Rei Momo por vários anos. Kakau morreu em abril de 2021, vítima da covid-19.

Karla Rodrigues Reis
Indicada pela bancada do PT

Nasceu em Brasília e foi criada entre a capital federal e o Rio de Janeiro. O primeiro contato com a capoeira foi aos 15 anos em 1990. E desde então, a capoeira se transformou em um modo de vida para Karla, que também é estudante de Fisioterapia e escolheu Joinville para viver. Budista, a primeira contramestre de capoeira de Joinville completou 30 anos de capoeira em 2020. A homenageada também é fundadora da Capoeira Integrativa, percussionista e integra o Baque Mulher professora de danças populares da cidade.

Neila Pereira da Silva
Indicada pela bancada do PL

Curitibana, nascida em 1957, veio para Joinville aos seis anos com os avós. Neila vive no bairro Guanabara há mais de 50 anos e foi funcionária pública da secretaria de segurança pública do estado, e, depois, funcionária pública municipal. Hoje, aposentada, dedica-se a pastoral litúrgica do Santuário Sagrado Coração de Jesus, sendo coordenadora do grupo da terceira idade, além de presidente da Associação de Moradores do Guanabara.

Raquel Alves dos Santos de Queiroz
Indicada pela bancada do Podemos

Veio de uma família de dez irmãos e passou por muitas dificuldades na infância. Porém, seus pais tinham como prioridade encaminhar os filhos para a escola e sonhar com uma vida melhor para todos. Raquel abraçou a oportunidade e começou sua trajetória como professora da educação infantil. Formada em Pedagogia e História, Raquel viveu experiências que trouxeram muitas inquietações sobre a necessidade de se aprofundar ainda mais nos estudos.

Tereza Fidelis
Indicada pela bancada do PTB

Nasceu em Criciúma, em 1938, teve cinco filhos e seis netos. Dona Tereza mudou-se aos 38 anos para Joinville, onde terminou de criar seus filhos, trabalhando como empregada doméstica. Teve muitas dificuldades em conseguir trabalho e sofria com o preconceito. Em 1995, procurou ajuda na Pastoral Antialcoólica de Joinville. Hoje, com 83 anos, é voluntária, apoiando e ajudando famílias acometidas pelo alcoolismo.

Sérgio Dirceu da Costa
Indicado pela bancada do MDB

Joinvilense nascido em 1957, Sérgio é conhecido por participar de inúmeros eventos esportivos: Jasc, Olesc, Joguinhos Abertos, Parajasc, e jogos da terceira idade. Sérgio iniciou sua trajetória esportiva ainda na adolescência, na modalidade basquete. Sempre foi destaque nas modalidades que competia.

Raimundo Nascimento
Indicado pela bancada do PSD

Pastor Raimundo Nascimento nasceu em 1951 em Milagres (BA). Ainda pequeno, mudou-se para São Paulo, onde ele e os irmãos foram rejeitados pelos pais. Aos seis anos de idade, foi encaminhado para a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), que, na década de 1950, recebia menores abandonados. Morou na fundação até os 16 anos e aproveitou as poucas oportunidades participando de projetos sociais voltados aos jovens. Tornou-se evangélico e começou trabalhos sociais com jovens dependentes químicos. Pastor Raimundo Nascimento vive em Joinville há 26 anos, lutando por minorias sociais e contra discriminação racial.

Maria de Fátima Vargas Gregório
Indicada pela bancada do DEM

Nascida Orleans, em 1954, Fátima viveu dos oito aos 19 anos nas ruas de Criciúma. Sobreviveu de esmolas e por anos passou necessidades. Em 1974 veio morar em Joinville, porém sempre teve o desejo de ajudar crianças que passam pela mesma situação pela qual passou na infância. Fátima fundou em 2003 o Instituto Moriá, que atende a crianças e famílias carentes, oferecendo-lhes alimentação, atividades esportivas e estudos. O Instituto Moriá criou postos avançados de voluntários para fazer o mapeamento das famílias em situação de vulnerabilidade social e assim movimentar para acolher e ajudar quem necessita.


Texto
Gretchen Gartz
Foto
Mauro Artur Schlieck

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